quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jornal Lótus Ano 9 Nº 35 2012-2013



            ENTRAREMOS EM UM NOVO CICLO PARA A HUMANIDADE                                                  
Muito se falou sobre as previsões dos maias, um povo perito na observação astrológica e preciso no seu calendário. Uma inscrição do século VII, em um monumento no sítio  arqueológico em Tortuguero, no estado de Tabasco, sudeste do México,faz referência à data de 21 de dezembro de 2012. Apesar de todas as previsões apocalípticas sobre a data, os especialistas nesta cultura asseguram que outras placas semelhantes descobertas na região revelam uma história que nada tem a ver com um apocalipse, e sim com a renovação de uma era que termina.
Segundo uma reportagem do Jornal O Globo, de 7 de janeiro de 2012,”  a afirmação se baseia na organização maia do tempo, dividido em eras de 5.125 anos – ou 13 baktunes, períodos de aproximadamente 400 anos cada. O fim de uma era significa o início de outra, em uma visão cíclica de constante renovação comum em várias religiões.Assim, a inscrição em Tortuguero traz, de fato, uma profecia : a conclusão de 13 baktunes marcaria o retorno de uma importante divindade maia, Bolon Yokte, vinculado à criação e à guerra, na data indicada- 4Ajaw 3 K’ank’in. Desta forma, o 21 de dezembro de 2012 significava para os maias apenas o início de uma nova era e a volta de um deus, e não ao fim do mundo.”
A  astrologia também indica este novo ciclo para o planeta , que na data citada, se encontrará no meio da galáxia, posição muito  interessante.Mas o que importa é a possibilidade de  transformação e renovação . Há sempre a esperança de entrarmos em um novo ciclo que impulsione a todos em direção à evolução humana em patamares mais elevados.

                                      



PREVISÕES ASTROLÓGICAS PARA 2013
      O Contribuição da astróloga  Zarifa Mattar, da Loja Conde de Saint Germain.
O ano de 2013 promete dar continuidade aos acontecimentos de 2012.
Alguns aspectos importantes de planetas lentos, que já se apresentavam no céu deste ano continuam, pelo menos até a metade do próximo ano, quando da entrada de Júpiter no signo de Câncer, somando-se à quadratura cardinal que já existe entre Plutão em capricórnio e Urano em Áries.
A Cruz Cardinal é composta dos signos de Áries, que representa a iniciativa, o impulso e a coragem pessoais, o começo das coisas – Câncer, que é o signo da família, do lar, de nossa história e genética, dos nossos ancestrais e também de nossos fundamentos psicológicos. Libra, que é o arquétipo responsável por nossa capacidade de nos organizarmos em sociedade, onde nos damos conta de que “o outro” necessita e merece apoio e respeito, havendo direitos e deveres de ambas as partes, de modo que todos convivam em harmonia. Capricórnio é o último destes signos, sendo o responsável pelas realizações, pela organização e administração da sociedade e por sua funcionalidade.
Todos temos os doze signos no nosso mapa e esta cruz cardinal esta presente em todos, interferindo então, nas áreas de nossas vidas correspondentes à casa onde se encontram no  tema natal.
Fazendo rápida consideração sobre estes, Urano em Áries e quadrado a Plutão é realmente preocupante, já que Plutão,  que representa o fogo do interior da Terra (regente de Sorpio) em signo de terra vai falar da lava e da força dos vulcões e de tudo o que é invisível e, reinando abaixo da terra, pode trazer experiências altamente transformadoras.
Já Urano, o regente de Aquário, tem a natureza essencial do elemento ar, embora elevado à terceira potência, prometendo terríveis vendavais, andando num sigo de fogo, que é Áries.
O temido planeta Saturno, estacionado no grau 10º. de Scorpio onde, ao contrário do que muitos pensam, executa neste caso, um papel de ponto de equilíbrio em meio a catástrofes. Faz trígono a Netuno em Peixes, segurando temporariamente e impedindo grandes tragédias em vários escala com a entrada de Júpiter em Câncer.
Porém, tal aspecto deixará de existir em 241, quando observaremos uma terra pronta para entrar em grandes confrontos.
Convém, porém, principalmente nesta Lua Nova do dia 13 de  dezembro, refletirmos sobre todos os assuntos dos quais queremos nos livrar e buscar tomar as medidas necessárias para não nos importunem mais nessa direção.
Certamente quem fizer uma “reforma” ou “saneamento” em relação às coisas que já não deveriam estar em suas vidas e escolher novos caminhos, com os ombros leves, com certeza estará razoavelmente equilibrado para enfrentar 2013.
Desejo a todos, um excelente 2013.
Zarifa Mattar.




DICAS ÚTEIS – Uma forma natural de afastar pragas:

Mosquitos e moscas – corte limões ao meio, espete vários cravos e coloque em vários locais do ambiente.
Afugentando as moscas – coloque um galinho de arruda seco sobre a mesa da  cozinha para afugentar as moscas.
Formigas – Deixar uma vasilha pequena com pó de café junto ao local em que aparecem. Elas não gostam do cheiro.


O fim de ano e o  novo que chega são o momento ideal para sonharmos com um mundo mais feliz e justo,onde todos os seres possam viver em paz e na luz. Acredite, pense, sonhe e haja com  convicção.
É possível, basta querer de verdade. Espalhe esta ideia.
PAZ A TODOS OS SERES!
Regina Medina


CAMPANHA DE NATAL DA OTS
 Recolheremos fraldas, cueiros material e itens para a higiene de bebês
 para a   Maternidade – Escola da Universidade Federal  do  Rio de
 Janeiro, em Laranjeiras, que atende a  meninas de rua e adolescentes
 grávidas que  saem de lá sem nada ter para  vestir seus bebês. A entrega
 será no dia 22 de dezembro.




domingo, 2 de dezembro de 2012

CAMPANHA DE NATAL DA OTS



CAMPANHA DE NATAL DA OTS 
(  Ordem Teosófica de Serviço )

 Até o dia 10 , recolheremos fraldas , cueiros , ou itens para higiene para os bebês da Maternidade–Escola da Universidade Federal  do  Rio de Janeiro, em Laranjeiras, que atende a  meninas de rua e adolescentes grávidas que  saem de lá sem nada ter para  vestir seus bebês. Quem quiser doar em espécie, pode deixar com Shirley ou Fernanda e assinar a lista. Serão comprados outros itens com esses valores para  fazer kits para as mães. A entrega será no  dia 22 de dezembro e voluntários poderão acompanhar a visita e entrega dos presentes.

Regina Medina – Coordenadora da OTS -Rio

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ONG 8 VIDAS - Bazar de Natal


Queridos irmãos,
A ONG 8 VIDAS é eficiente e dedicada à defesa animal, sustentando e defendendo os animais sem nenhuma ajuda do poder público.Sua  dirigente, a Dra. Lilian Queiroz , é uma lutadora, admirada e respeitada pelo seu empenho com a causa dos animais. Como os gastos são sempre enormes, esta é uma boa hora para dar uma força. Encaminho a divulgação do bazar  de natal. Quem puder, compareça e aproveite para comprar uma lembrancinha.


 Regina Medina



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Orquestra Rio Camerata - Concerto dia 23 de novembro - sexta-feira - 12h30 - Museu Histórico Nacional


Amigas e amigos,

Convidamos para o nosso Concerto dia 23 de novembro - sexta-feira - 12h30 - Museu Histórico Nacional

Festival Internacional de Palhetas - Projeto Música no Museu - Tocarei no naipe dos primeiros violinos.

Endereço: Praça Marechal Âncora,s/nº - Centro - RJ - Entrada franca

Programa:
1.Dinos Constantinides - "Threnos Of Creon" para corne inglês e orquestra Solista: Johanna Cox (Louisiana State University, EUA)

2.Brenno Blauth - Concertino para Oboé e Orquestra-Solista: Dwight Manning(Columbia University teacher´s college-EUA)

3.A. Vivaldi - Concerto para Oboé e cordas-Solista: Omar Zoboli(Universidade de Zurich-Suiça)

4.J. Haydn - Concerto para Oboé e Orquestra em C-Solista: Andrea Ridilla(Univerity of Miami,EUA)

 

Fraternalmente,

Ana Cristina Moura

domingo, 28 de outubro de 2012

Jornal OTS Nº 34 Primavera - 2012


"A UNIÃO DAQUELES QUE AMAM A SERVIÇO DE TODOS OS QUE SOFREM"
                                   email: otsrio@gmail.com 
                                      blog da OTS-Rio   -  otsriojan.blogspot.com


Nesta época de transição a visão deste pensador é uma excelente reflexão para o nosso trabalho.
Regina Medina


Mudar o mundo é mudar o olhar – Roberto Crema, reitor da Unipaz , em 8 de Outubro de 2012
 Para o psicólogo e antropólogo Roberto Crema, ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho; nós nos transformamos no Encontro. Promover encontros transformadores tem sido o objetivo da Universidade da Paz, que ele ajudou a fundar, juntamente com Pierre Weil, há 25 anos. Da experiência no consultório e da vivência na escola surgiu o conteúdo de cerca de 30 livros, que escreveu sozinho ou com parceiros. É uma pequena parte deste vasto conteúdo que ele sintetiza nesta entrevista ao blog Encontro de Ideias, explicando sua visão do mundo contemporâneo, com os desafios e os potenciais que podem transformar nossa humanidade.    

Encontro de Ideias – O Sr. considera a crise da sociedade contemporânea como a crise do paradigma da modernidade. Qual é exatamente esse paradigma? Qual foi a contribuição dele à evolução da humanidade e por que ele está em crise?

Roberto Crema: Na minha percepção, a crise global que estamos testemunhando é resultado de um esgotamento paradigmático. O paradigma da modernidade nasceu no século XVII, como uma resposta criativa à mentalidade medieval que, nos momentos mais obscuros, reprimia a ciência em nome de algo que, confusamente, era denominado de Deus. Basta pensar nas fogueiras da Inquisição, onde eram jogados os seres humanos que ousavam pensar diferentemente. Houve, então, um movimento compensatório dialético de resgate da razão crítica e da atitude empírica frente à realidade, através de autênticos gênios como Galileu, Bacon, Descartes e Newton. A sua grande contribuição foi a nossa sofisticada tecnociência que, vale lembrar, necessita de uma orientação. O movimento do Iluminismo fundamentou-se na pretensão de tudo esclarecer e resolver, através de uma razão instrumental exclusiva. Acabamos, então, no equívoco do extremo oposto. No século XIX, a consciência de diferenciação reduziu-se a dissociação e o espírito científico, suportado numa indagação aberta e permanente, degenerou-se em cientificismo. Através do império de uma razão desconectada do coração e de valores éticos, a vivência da subjetividade e do sagrado passou a ser reprimida em nome de algo que, confusamente, é chamado de ciência. Necessitamos de uma nova visão do mundo, que integre o positivo da perspectiva medieval com o positivo da modernidade, através de uma aliança entre o sentimento e o pensamento, entre a intuição e a sensação, entre o método sintético e o analítico.

EI – A ideia de crise de um paradigma faz supor que um novo modelo de pensar está emergindo. Para o Sr., qual é esse novo paradigma?  Qual é a sua visão do ser humano nesse contexto, no plano individual e coletivo?

RC: Uma resposta inteligente e ousada surge diante do desafio da crise, através de uma visão que denominamos de transdisciplinar e holística. A transdisciplinaridade, em grandes linhas, representa o diálogo criativo e sinergético entre a ciência, a filosofia, a arte e a tradição espiritual, ou seja, entre a ciência e a consciência. A palavra holística tem a sua origem no grego holos, que significa totalidade, inteireza. Trata-se de um paradigma de integração entre a parte e o todo, entre a razão e o coração, entre o pensamento e o amor, entre a inteligência masculina e a feminina, entre o Ocidente e o Oriente. Há 25 anos tenho sido um operário da Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ, que se fundamenta nesta cosmo visão integrativa, a partir de uma ecologia inclusiva e trinitária, que engloba as dimensões do indivíduo, da sociedade e da natureza. Mudar o mundo é mudar o olhar… Em última instância, trata-se do futuro das novas gerações, que se encontra em jogo, no cenário desafiador deste início do terceiro milênio.

EI – Quais seriam, para o Sr., os sinais, globais e no Brasil, de que esse novo paradigma está se estabelecendo?

RC: No Brasil, a própria UNIPAZ é um sinal bastante evidente. Desde 1987 estamos formando uma significativa massa crítica necessária para alavancar um salto quântico de consciência. Milhares de pessoas, das mais diversas regiões e profissões, passaram por nossas formações, despertando para uma nova visão, que concilia o profano e o sagrado, o pessoal e o transpessoal, o universo da quantidade com o da qualidade, a visão de profundidade com a de altitude, o pensar global com o agir local. Trata-se da realização do sonho do nosso primeiro e perene Reitor, Pierre Weil, de uma Escola Superior de Paz. Muito temos semeado e são abundantes os frutos deste bom combate, por uma cultura do diálogo e da não violência. A nossa matriz encontra-se em Brasília e já nos expandimos para cerca de quinze cidades no nosso país; ultrapassamos as fronteiras nacionais, com unidades da UNIPAZ na Argentina, em Portugal, na França e na Bélgica. Estamos em contato com instituições ou organismos mutantes semelhantes, que surgem no mundo todo, para o enfrentamento evolutivo do momento crítico atual, sempre uma ocasião de aprendizagem e de desenvolvimento. O que chamamos de globalização ou de mundialização, um movimento inexorável, necessita avançar da idade da pedra onde se encontra, onde prevalece a competitividade desenfreada, o consumismo compulsivo, a corrupção generalizada e o escândalo da exclusão, para uma idade propriamente humana, da consciência, da responsabilidade, da cooperação e da ética.

EI – A educação é mola-mestra de mudanças, embora frequentemente os sistemas educacionais fiquem a reboque das transformações sociais.  Quais seriam as características da educação ideal? O que é a pedagogia do cuidado? E como transformar a educação atual nessa direção?

RC: O que nos diferencia de outras universidades da paz existentes no mundo é que, desde o início, partimos do princípio de que a paz solicita uma nova educação integral, centrada na inteireza humana. Infelizmente, a educação convencional tem se restringido a um processo de adestramento intelectual a serviço do que denominamos de normose, uma patologia da normalidade caracterizada, por um lado, pelo ajustamento a um contexto dominantemente doente e desequilibrado e, por outro, pela estagnação evolutiva. Já Confúcio afirmava a realidade da incompletude humana e que a nobreza é uma função da educação. O que nos diferencia de outras espécies é que não nascemos humanos; nós nos tornamos humanos, por meio de um processo contínuo de investimento em nosso potencial de uma plenitude possível. Além da alfabetização cerebral, necessitamos do que denomino de uma alfabetização da alma e da consciência, as funções talvez mais importantes de uma educação emergente transdisciplinar e holística. A própria UNESCO, desde 1992, através do relatório Delors, nos convoca ao desenvolvimento dos quatro pilares de uma nova educação: educar para conhecer, para fazer, para conviver e para Ser. Urge o exercício de uma pedagogia iniciática, que nos inicie na tarefa prioritária de nos desenvolvermos de forma integral, de modo a fazer render os talentos que a Vida nos confiou, pela atualização da semente vocacional encarnada em cada um de nós. Uma pedagogia do cuidado solicita-nos a tarefa do jardineiro, talvez a metáfora mais justa do bom educador: o mestre capaz de preparar um terreno fértil, com nutrientes e água na medida correta e também uma poda justa, para que a planta possa florescer a partir do tropismo que lhe é inerente, com a sua beleza e fragrância própria. Para isso, importa conciliarmos a ética da diversidade com a da não-separatividade. Esta é uma bela utopia realizável: a do Jardim florido de seres plenamente humanos!

EI – No novo paradigma, qual é o lugar da natureza, em relação ao anterior? Qual seria o conceito de desenvolvimento correspondente a essa relação do homem com a natureza? O Sr. acha que ainda há tempo para a transformação dos modelos de produção frente ao esgotamento dos recursos naturais?

RC: Como diz um poeta, o meio ambiente começa no meio da gente… A ecologia ambiental, sobre a qual tanto se tem falado, apresenta-nos sintomas bastante claros de um desequilíbrio que pode ser fatal para a nossa família humana. Estamos presenciando um processo de extinção em massa das espécies em função, sobretudo, da depredação sistemática da natureza, numa escala frenética e crescente, decorrente de um conceito de progresso a qualquer custo, o que resulta na insustentabilidade de um sistema que caminha, de forma cega, para a demolição, lição do demo, da fragmentação e da desvinculação. O ser humano é natureza e o que fazemos contra o meio ambiente, o ecocídio, é também um genocídio, naturalmente. A metáfora é antiga e ilustrativa: alguém que cerra o galho de uma árvore, precisamente onde ele encontra-se sentado… O aquecimento global, a desertificação, eventos atmosféricos anômalos imprevisíveis, o quase esgotamento deste sangue negro da Terra, que chamamos de petróleo, a escassez crescente da água, entre muitos outros, são meramente sintomas, ou seja, mensagens de advertência que estamos recebendo de uma inteligência telúrica, que pedem a nossa escuta e uma hermenêutica, a arte da interpretação, para que possamos corrigir o que milhares de cientistas, há vinte anos, após um colóquio internacional, resumiram ser a rota de colisão do ser humano com a natureza. Talvez não tenhamos mais tempo para impedir um colapso irreversível, mas sempre podemos nos preparar para extrair do caos um cosmo. Isto me faz lembrar a história interessante de um rabino ancião, que reuniu a sua comunidade e afirmou: “Eu tenho uma boa e uma má notícia. A má é que o teto da sinagoga está para desabar, o que nos custará 50.000 dólares. A boa notícia é que nós temos os recursos para empreendermos a reconstrução.” Alguém, aliviado, indagou-lhe: “E onde estão os recursos, senhor?” O sábio respondeu: “Nos bolsos de vocês!” É o que traduzo afirmando que o teto já está desabando, para quem tem olhos para ver o óbvio. Entretanto, não podemos esquecer-nos que temos os recursos para reconstruir nossa decadente civilização. Estes recursos não estão meramente em nossos bolsos; encontram-se, sobretudo, em nossas almas, em nossos corações, em nossas consciências. O que desaba faz muito ruído, bem sabemos. O que renasce dos desabamentos, entretanto, é delicado e silencioso, como um amanhecer ou o despertar de uma criança…

EI – E quais seriam as condições da ciência nessa nova sociedade? Quais campos ganhariam prioridade em relação ao que se vê atualmente?

RC: Uma ciência aberta ao diálogo com as outras formas de apreender o real, ciente da beleza e magia da douta ignorância, o saber não saber que caracteriza a real sabedoria, consciente da pluralidade dos níveis de realidade, com suas naturezas e lógicas próprias e irredutíveis, o que instaura o universo incontornável da complexidade. Uma ciência que se sabe sempre incompleta, sempre processo, sempre necessitando de outras óticas que instauram éticas, grávida de um inacessível mistério. Uma ciência em sintonia com os novos conceitos do realismo quântico, da não separatividade, da não localidade, da descontinuidade, do indeterminismo, da transcausalidade e da conciliação entre o sujeito e o objeto. Enfim, uma ciência que não se pretenda neutra, comprometida com valores éticos e com o respeito incondicional à vida.

EI – Por fim, o Sr. postula a autotransformação individual para a concretização dessa nova cosmo visão segundo cinco princípios, que seriam metaprincípios. Quais são eles? Como exercê-los?

RC: Trinta e cinco anos de prática terapêutica e educativa me ensinaram que existem cinco metaprincípios, princípios de princípios, envolvidos na arte do desenvolvimento e da plena realização humana. Apenas darei indicações brevíssimas e insuficientes a respeito. O texto completo encontra-se em meu livro, Saúde e Plenitude (Summus, p. 77-124).
O primeiro se refere a uma fonte comum do sofrimento humano, que denomino de metapatologia, uma patologia existente em todas as patologias: o apego, compreendido como identificação – com um desejo, com um objeto, com uma pessoa, com um status, etc. Como tudo se encontra em movimento, num processo permanente de transformação, quando nos identificamos com seja lá o que for, sentiremos medo de não encontrar ou de perder o objeto do nosso apego, o que determina o estresse, que se encontra na origem das reconhecidas doenças provocadas pelo modo de existir. Apego – Medo – Estresse: eis o circuito vicioso de nossas aflições e encrencas existenciais. Como sempre afirmou Pierre Weil, o apego tem uma fonte: a fantasia da separatividade. Na ilusão de que estamos separados da Totalidade, os apego representam um movimento compensatório, ilusórias taboas de salvação, que só poderão ser transcendidos através da Presença ao Instante.
Assim, o segundo metaprincípio, que considero uma metaterapia, um princípio terapêutico inerente a todos os processos terapêuticos é a plena atenção. Já que o desapego é outra forma mais sutil de apego, a tarefa da libertação é a de estarmos atentos ao próprio apego, o que determina certo distanciamento, propício a sua superação. Todo processo de cura e de transformação acontece no aqui-e-agora, que é o lar do Encontro, alquimia da transmutação. Como tenho sempre afirmado, ninguém transforma ninguém e ninguém se transforma sozinho; nós nos transformamos no Encontro, que somente pode ocorrer no Agora. Podemos resumir esta significativa questão afirmando que toda patologia emana da desatenção. Portanto, o processo da mudança terapêutica se vincula, necessariamente, a uma conexão consciente com o Instante, que nos nutre de tudo o que necessitamos, com a condição de que estejamos despertos para o momento presente. Como dizia Pascal, a desgraça do ser humano é a de nunca estar na sua própria casa… Através da plena atenção aos apegos, nos livramos da possessão pela ilusão do passado e pela ficção do futuro. Só podemos nos libertar no milagre do Agora.
O terceiro metaprincípio é o da aceitação que, de modo algum significa passividade ou acomodação. Trata-se de uma qualidade dinâmica de aceitar o que está sendo, para justamente atuarmos como instrumentos de autotransformação e de transformação do mundo. Quando não aceitamos algum aspecto da realidade, seja ela interior ou exterior, nós nos dividimos entre o ideal e o real, o que determina uma luta interna exaustiva, que resulta em dispersão energética imobilizadora, já que necessitamos de energia para alavancar o processo da transformação.  Assim, através de um esgotamento energético, a não aceitação nos encerra no círculo patológico da estagnação. Por outro lado, quando somos capazes de aceitação, nos movemos para um círculo virtuoso: o alinhamento com o que é nos possibilita um estado de inteireza, onde não nos fragmentamos entre um mundo ideal e outro real, o que possibilita e disponibiliza um potencial energético, indispensável no processo do devir, do vir a ser.
O quarto metaprincípio é o da vocação, a voz mais profunda e permanente de um desejo essencial encarnado em nós. Falando de outro modo, nós encarnamos para realizar e ofertar uma obra prima individual e intransferível, com os talentos que recebemos, sob medida, da própria Vida. Aprendi no meu consultório que, quando uma pessoa foge da sua trilha com coração, a exemplo do arquétipo do Jonas, do Antigo Testamento, ela atrai tempestades, para si mesma e para as pessoas que a cercam, na forma de sintomas, enfermidades e infortúnios, que podem ser compreendidos como denúncias simbólicas de desvio e de contradição. Como é muito cansativo fugir de nós mesmos, um dia nos lançaremos, também como Jonas, no oceano de nossas promessas. Então, o Mistério passará a conspirar por nós, enviando-nos tudo o que necessitamos para darmos o passo seguinte, na trilha da individuação. Considero a questão vocacional um dos maiores desafios de uma nova educação, que poderá nos levar a transcender uma polaridade de incompetências: a do especialista, aquele que sabe quase tudo de quase nada, e a do generalista, quem sabe quase nada de quase tudo, tarefas que os computadores poderão assumir por nós.
Finalmente, o quinto metaprincípio é o do serviço, o viço do Ser, que expressa a Lei do Amor, a tecnologia mais sofisticada e poderosa de todos os universos. Enfim, a existência talvez seja uma escola onde a primeira e derradeira lição seja a de aprender a amar, com todo o corpo, com toda alma, com toda consciência, com todo o Ser. O que torna uma pessoa realmente rica não é o que ela possui; é a sua capacidade de se contentar e de ofertar daquilo que tem, daquilo que sabe e, sobretudo, daquilo que é. Não há serviço mais excelente do que o que realizamos nos tornando aquilo que realmente somos, por meio de uma vocação conquistada e ofertada. O que a morte nos ensinará é que tudo o que pensamos possuir nos será arrancado de nossas mãos, neste momento derradeiro iniciático… exceto o que tivermos doado, generosa e incondicionalmente! Aqui chegamos e daqui partiremos com as mãos vazias. O único passaporte que levamos é o das nossas doações, lição esquecida de uma sabedoria perene.
Enfim, gosto de confiar que o Ser Humano será a maior descoberta do século XX. Caso contrário, haverá século XXI para o ser humano?…

Sugestão da MST Laura Nessimian, da Loja Perseverança, Rio de Janeiro.



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quinta-Feira 16 de agosto 2012


PROGRAMA

Para acessar a publicação acima na Editora Teosófica clique na figura

Av. Treze de Maio, nº 13, salas 1520 e 1521, Centro, Rio de Janeiro- CEP.: 20031-901
Tel.: (21) 2220-1003

Loja Perseverança


14h
Estudo de textos de Krishnamurti

15h
Estudo do livro “Yoga A Arte da Integração” de Rohit Metha

17h
Estudo do livro ‘Um Estudo sobre a Consciência – Uma Contribuição à Psicologia’, de Annie Besant
[ Kleber e Lucy ]

18h
"Ciência e Misticismo"
[ Dafne Pinto ]


SOCIEDADE TEOSÓFICA     

Foi fundada em Nova York, em 17 de Novembro de 1875 e possui sua sede atual em Chenai (antiga Madras), na Índia. 
Seus três objetivos são:      

1º) Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem
     distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor;      

2º) Encorajar o estudo de Religião Comparada, Filosofia e Ciência;      

3º) Investigar as leis não explicadas da natureza e os poderes latentes no homem.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Lotus 32



ARTISTAS E ANIMAIS                                                       
                                      
Chora, coração, passarinho na gaiola, feito gente na prisão.... Valeu,Wando!
Montagem Ailton Santoro - Loja Rio de Janeiro



                             





Jay-Z e Beyonce buscando uma dieta vegetariana estrita


Segundo informações de alguns sites que noticiam celebridades dos EUA, os astros do pop Jay-Z e Beyonce estão conhecendo uma dieta estritamente vegetariana.

A famosa e bela cantora americana deu à luz  a sua primeira filha, há pouco. Sites que noticiam celebridades dos EUA informaram que os astros do pop Jay-Z e Beyoncé,
estão seguindo uma dieta estritamente vegetariana.Durante a gravidez,ela resolveu adotar uma alimentação sem nenhum tipo de carne, ovos,laticínios e derivados. O marido fez esforços para acompanhá-la na dieta vegetariana.
( Notícia da web enviada por Luís de Araújo).



BELAS ATRIZES NACIONAIS PROTEGEM ANIMAIS



Foto da internet enviada por Márcio Douglas, da Loja Jinarajadasa.
CONCURSO DE FOTOS  NA ST- RIO
Envie sua foto , tendo como  tema a Natureza, em qualquer dos seus reinos para a Coordenadoria Local do Rio de Janeiro, informando seu nome , até o dia 30 de abril. As dez melhores farão parte de um calendário.   E-mail: strjcoord.local@yahoo.com.br




O iG acompanhou com exclusividade a atriz Cleo Pires  em uma sessão de fotos para a ONG AMPARA Animal, em parceria com a TV Bicho, na qual Cleo foi fotografada por Jacques Dequeker com um gato preto, o charmoso Fufu. André Giorgi fotografou Thaila Ayala com a cachorra Mel.
Aos 25 anos, mais de 17 cachorros já passaram pela vida de Thaila Ayala. E o amor pelos animais não é recente. Nascida em Presidente Prudente, interior de São Paulo, a atriz foi criada em meio aos animais e aprendeu com sua família a importância de recolhê-los das ruas. “Meu pai trabalhava em um barracão e levava os bichinhos que encontrava pela rua para casa. Tive isso como exemplo”, contou ao iG. A atriz usa sua notoriedade para fazer a diferença em prol dos animais sempre que pode e é uma das modelos escolhidas para estampar o calendário 2012 da AMPARA Animal, que em parceria com a TV Bicho, vai trazer 12 mulheres famosas posando com diferentes espécies de animais.
Uma nova consciência mudou a rotina de Cleo Pires: sustentabilidade. Há poucos meses a atriz adotou a dieta vegetariana e agora começou a construir uma casa inteiramente sustentável. A atriz mudou o seu modo de encarar as coisas quando percebeu que amava muito os seus cachorros e, por eles, começou a assistir documentários sobre a crueldade com os bois. Após esses filmes, Cleo começou a ver um “bicho morto” toda vez que colocava um pedaço de bife em seu prato.
A atriz disse ainda que tem casacos de pele, mas quer fazer uma pilha com eles e atear fogo
Entrevista com Thaila:
Depois do almoço, Thaila resolveu brincar um pouco com a cachorra parceira de fotos e as duas ficaram íntimas. Mel acompanhou a atriz por todos os passos e Thaila não deixou por menos: pegou a cachorra no colo e até deu beijinhos nela. A atriz revelou que já teve diversos tipos de animais na infância e comentou que usar casaco de pele é “vestir a morte”.
Confira o bate-papo com Thaila Ayala:
iG: Thaila, você sempre gostou de animais? Quantos animais já teve?
Thaila Ayala: Difícil de contar quantos animais eu já tive. Já criei de barata cascuda a calango, gato e outros animais que nem dá para imaginar. De cachorro que dá para contar até agora, são 17 no total.
iG: E atualmente, quantos animais estão em sua vida?
Thaila Ayala: Vou viajar em lua de mel com o Paulo (Vilhena) e quando voltar vamos adotar outro. No momento só tenho um cachorro, um Bulldog Francês, o Zacharias. Nós ganhamos esse cachorro, ele já veio com esse nome. Mas ele tem cara de Zacharias mesmo (risos).
iG: O que você pensa sobre adoção de animais?
Thaila Ayala: Acho fundamental adotar, mas quero ter mais espaço. A minha vontade mesmo é a de ter um lugar para pegar todos os cachorros da rua e levar para casa. Todos os meus 17 foram assim. Meu pai trabalhava em um barracão e levava os bichinhos que encontrava pela rua para casa. Tive isso como exemplo.
iG: Por que você acha tão importante a adoção?
Thaila Ayala: Quando me perguntam se quero ser mãe, eu falo que quero. Mas mais do que isso, eu quero adotar. Porque eu acho que o amor dobra. E tem tanta criança por aí querendo colo, carinho. Penso assim com os cachorros também. É uma gratidão, uma troca tão infinita, tão bonita. É algo que você dá e não precisa pedir de volta. É lindo. Adote, você não vai se arrepender. Tem muito cachorro pedindo amor, pedindo carinho sem querer nada em troca. Adote, castre, cuide bem do seu bichinho. Tem tanto cachorro por aí.
iG: O que você pensa a respeito de quem usa casaco de pele?
Thaila Ayala: Eu não uso casaco de pele nem em foto, nem em nada. Não me lembro, mas acho que no começo da carreira também nunca precisei posar com pele. Eu não gosto nem de pele, nem de sintético, acho horrível. Estampa de onça eu já acho cafona. Acho um absurdo a pessoa tirar a pele viva de um animal. A pessoa que tem essa maldade, para mim, é um lixo. Tenho dó. Ou então as pessoas não têm consciência de como é feito isso e chego a ter dó. Não vamos vestir a morte.
iG: Você sempre teve essa consciênica sustentável ou a adquiriu após se tornar vegetariana?
Thaila Ayala: Confesso que minha consciência animal veio um pouco depois. Aliás, tanto animal, quanto ambiental. Viajei para diversos países, então fui para culturas que comem cachorro, para outras que comem insetos. Acho que aqui temos um racismo, porque uma pessoa come porco e ama cachorro. Os dois são exatamente iguais. Se você parar para pensar, o porco é mais inteligente do que o cachorro, então chega a ser um preconceito com os bichos. Se você deixar o radicalismo de lado, entende que é apenas uma questão cultural.
iG: Há três anos o vegetarianismo entrou em sua vida. Você é vegan? Foi fácil o processo de parar de comer carne?
Thaila Ayala: Não sou vegana, acredito que isso é uma evolução e só na próxima encarnação vou chegar a esse nível. É punk pra mim, porque não como queijo, tenho intolerância à lactose. Então não como pizza, derivados do leite, quase nada. Ovo eu não como porque é um pintinho lá dentro. Se você abrir mão de um pouquinho que seja das coisas que está acostumado, faz bem para o meio ambiente e para o seu corpo. É um processo. Antes de morrer viro vegana. Sempre comi muita carne, amava comer até bife cru. Parei pelos animais. É um ato de amor diário, porque eu adoro carne. As pessoas não pensam no planeta, porque comer carne não é só o bichinho que vai morrer. A Amazônia está destruída por causa da soja plantada para alimentar o gado. Está tudo errado.
Sempre comi muita carne, amava comer até bife cru. Parei pelos animais. É um ato de amor diário, porque eu adoro carne"
iG: Você mudou depois que virou vegetariana? Como se interessou por esse assunto?
Thaila Ayala: Depois que eu comecei a ver documentários e ter essa consciência sobre os animais, sou muito outra pessoa. Meu cachorro aprendeu a fazer xixi numa fraldinha, mas dois meses depois e olhei o tanto de lixo que a gente fazia com aquela fraldinha. E aquele plástico? Quanto tempo demorava para se decompor? Foi então que eu falei 'meu, que fraldinha? Vamos comprar jornal' e agora ele faz no jornal. Ele já sabe onde tem que fazer. O Zacharias fica na nossa sacada e pegamos os pedregulhos do jardim para colocar no jornal para não voar e hoje ele é todo acostumado com o jornal. Então, depois do vegetarianismo, depois da consciência animal, no meu caso, é que veio o ambiental. É fechar a torneira, é fazer xixi no banho para dar menos descarga.
iG: O que você faz para colocar a mão na massa e ajudar os animais?
Thaila Ayala: Eu tenho feito de tudo. Tinha um projeto de trocar de lugar com os animais, porque às vezes a gente tenta, mas precisa ser tocado. Você vê a propaganda de um peru todo feliz para ser a ceia de Natal. Você precisa ter a consciência de que isso não é legal. Também faço a campanha da ONG odeiorodeio.com, faço campanha em tudo o que sou convidada quando o assunto é animal e meio ambiente. Lá em Prudente tem duas moças que recolhem os animais das ruas e procuram pessoas para adoção. Elas não são ligadas a ONG, nem nada, aí comprei um monte de ração e fiz um trato com uma veterinária. Dei a minha imagem para ela e falei: você pode fazer o que quiser. Divulgar em comercial de tevê, se tiver grana para colocar na tevê eu faço o que você quiser que você cuida dos animais que elas (as duas moças) trazem para você. E ela cuida dos animais sem cobrar nada. Às vezes ela cobra só o custo quando outras pessoas procuram.
iG: Então você acredita que é positivo para o meio ambiente que as pessoas parem de comer carne?
Thaila Ayala: O importante não é parar de comer carne. Você pode diminuir. Tem também que prestar atenção em bons tratos. Vê se o seu vizinho está cuidando bem do cachorrinho, isso também ajuda. Pesquisar sobre o consumo da carne, sobre os maus tratos nesses animais que viram comida. Se cada um fizer um pouquinho, isso vira uma coisa muito grande. Uma pessoa faz a diferença parao meio ambiente sim.

iG: Voltando a falar em cachorros. Você é a favor da castração?
Thaila Ayala: Sim. Às vezes você pensa: 'vou castrar e não vou ter um filhote dele', mas tem muito filhote por aí querendo dono. Não vai fazer diferença nenhuma para ele, mas para o outro que está sendo adotado por não ter mais um na rua, vai fazer toda a diferença. Então ame e seja amado infinitamente. Seja feliz, pratique amor. Não tem mais nada mais puro nessa vida. Faça a diferença, adote.
iG: O seu cachorro ficou diferente após a castração?
Thaila Ayala: Nós castramos ele porque ele sofria muito. E o Paulo não queria castrar. Aquelas coisas de homem, sabe? De perder a virilidade (risos). Da primeira vez ele levou, mas não teve coragem. Só que ele viu que o bichinho estava sofrendo muito, então fomos nós dois juntos para castrar. Castrar só tem efeitos positivos. Ele não engordou, não mudou nada. Só ficou mais tranquilo.
iG: Como é o seu relacionamento com o Zacharias?
Thaila Ayala: A gente que dá banho nele, não costumamos levar ao pet shop. Ele é supereducado, não pula na cama porque o Paulo não deixa. Mas meu cotidiano é muito maluco por conta do trabalho. Às vezes venho de carro para São Paulo só para trazer o cachorro. Fico com pena de trazer ele no avião, não tenho coragem. A gente deixa ele em um hotelzinho com piscina, ele adora. Às vezes fica até tristinho quando a gente vai buscá-lo (risos) por causa das mordomias. Também gosto de levar ele pra dar um rolê de skate comigo. Ele fica no meio da gente no carro. Temos uma ligação muito forte.
iG: O que você diz para quem tem vontade de ajudar animais e não sabe o que precisa fazer?
Thaila Ayala: Eu acho que qualquer bem que você tem no seu coração, qualquer vontade que você possa ajudar, faça. Por exemplo, eu moro num apartamento. É uma sala e um quarto e uma cozinha americanazinha pequenininha, eu e o Paulo, não dá para ter muito cachorro ali. Eu tava lá no Guarujá esse fim de semana, e tinha um monte de cachorro na rua. Procurei ração e não tinha, então comprei restos de carne que seriam jogados fora. Até fiquei naquele dilema: 'compro carne, não compro'. Nunca comprei carne, nem quando comia. Minha mãe que comprava e estava tudo ótimo, mas como ia jogar fora mesmo, percebi que estava fazendo o certo. Alimentei todos os cachorros que estavam lá. Eu não podia levar para casa, mas então alimentei um por um que estava na rua, fiz isso toda amarradona. Uma sensação tão boa de saber que eles dormiriam de barriguinha cheia. Não precisa fazer muito, um pequeno ato já ajuda muito.
iG: Para finalizar, qual animal silvestre você mais gosta?
Thaila Ayala: Cada um tem uma coisa pássaro é uma coisa de louco, porque tanta gente gostaria de voar. A maioria das pessoas simpatiza com pássaros, porque quer ter asas e voar. Mas gosto de tantos animais que é difícil escolher um. O cachorro, por exemplo, não é silvestre, mas tem um lado tão fiel, tão lindo. O gato também, que é esteticamente a coisa mais linda do mundo. Os pássaros voam, o cavalo é forte, não consigo escolher um. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Caminhada contra maltratos em animais


Hoje estive na Caminhada contra maltratos em animais, na praia de Copacabana. Nunca as entidades de proteção estiveram tão unidas e mobilizaram tantas pessoas.O movimento foi nacional  e estima-se que contou com umas cinco mil pessoas aqui no Rio. Através de faixas, cartazes e  muita animação, mostramos que animais não votam, mas seus protetores sim. É preciso chamar a atenção dos nossos políticos e legisladores para as monstruosidades que são cometidas  , as quais acarretam penas ridículas , como cestas básicas . O representante da OAB discursou e o evento foi filmado pela TV Bandeirantes. Divulgo as imagens cedidas por alguns protetores amigos e espero que , na próxima , seja ajudada pelos nossos irmãos simpatizantes da causa. A OTS fará sua faixa para a próxima vez. Meu coração está mais leve ao ver tantas pessoas que se importam com estes seres indefesos e tão queridos. O apoio de moradores e frequentadores da praia foi grande e terminou com um Pai Nosso coletivo e a soltura de balões brancos.
Regina Medina