quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Jornal Lótus Ano 10 N° 38 Primavera 2013


Hoje temos meios de  comunicação tão desenvolvidos que todos podemos participar muito mais na criação de um mundo melhor para tudo o que vive. Participe, escreva, compartilhe, lute, cobre,ajude, faça o que puder. Mas JAMAIS deixe morrer seus ideais. A Ordem Teosófica de Serviço faz a sua parte em muitos países do mundo. Visite o blog e a nova página da OTS do Rio de Janeiro.

                                                               A VOZ DOS INDEFESOS E VULNERÁVEIS
Nossas crianças, nossos idosos e os animais fazem parte deste grupo. Não podem defender-se  ou fazer escolhas da sua vontade na maior parte das vezes. São aqueles que não possuem voz própria e, por isso mesmo, os mais vulneráveis. Atos de crueldade contra estes grupos deveriam receber penas maiores, pois as vítimas nada podem fazer.Quando precisamos confiar nossos filhos a uma babá ou escola, nossos idosos a um cuidador ou uma instituição, nossos animais a um pet shop , é um sofrimento  a indagação: estarão sendo bem atendidos e cuidados? Até pessoas internadas em hospitais , anestesiadas ou fracas  são também motivos de preocupação. A mídia reportou a história de pessoas que teriam sido  abusadas em até um famoso hospital do Rio. Exigir  e vigiar o tratamento dado a pessoas indefesas é  uma necessidade. A Sociedade deve cobrar  a responsabilidade de qualquer instituição ou pessoa que tenha esta encargo. A atenção , a cobrança e a denúncia são formas de ação válidas quando descobrimos casos como estes.
Mas infelizmente, até em família as nossas crianças correm riscos. Quem ainda não leu  as notícias de crianças atacadas e até assassimadas por um padrastro ou madrasta? Segundo o jornal O GLOBO de 8/9/2013,a maioria das crianças estupradas foram vítimas de padastros e parentes. E os registros  revelam que , entre 2010 e 2012 ,cresceu 59% o número de vítimas de violência sexual contra crianças de  ambos os sexos. E em 2012, das 7,478 meninas , de 4 a 15 anos, vítimas de violência sexual, 65% eram negras. Que país é esse que pouco faz  para proteger suas crianças  e onde este tipo de crime acaba impune?
Os dados mostram o horror da situação. E há também  o trabalho forçado de menores, ainda bastante encontrado  em plantações de cana, em fazendas e em trabalho doméstico no nosso país. 
Os animais são o grupo mais indefeso, apesar de já existirem ONGs e organizações que tudo fazem para defendê-los, geralmente sem nenhuma ajuda do poder público.
A OTS pode trabalhar na conscientização de várias formas, aproveitando  os elementos humanos disponíveis  na área da educação, do direito, da medicina e da assistência social. Podemos apoiar e ajudar as instituições  confiáveis e competentes que já trabalham com a defesa dos mais vulneráveis. Temos que contribuir sendo a voz dos indefesos. Uma sociedade justa e organizada só  é construída quando seus cidadãos vigiam, participam, cobram e trabalham.



Dentre os horrores já perpetrados pela humanidade, há evidências até de que comiam seus bebês na Idade da Pedra e sacrificavam seus filhos, os inimigos ou quem pudessem, na esperança de agradar os deuses. Aos poucos, a consciência exigiu um fim a estes horrores e surgiram leis e punições que suprimiram estas práticas. Mas na América recém conquistada, portugueses e espanhóis tiveram que lidar com tais práticas e exercer a autoridade a violência na aplicação das leis para impor uma nova ordem. 
Ainda na antiguidade, os animais tornaram-se as maiores vítimas da ignorância e da superstição. Quando Jesus Cristo partiu para cima dos vendedores do templo, os produtos principais eram os animais que eram sacrificados no templo. O Cristianismo aboliu esta prática, mas continua a dar guarida a touradas, rodeios, vivissecção etc, calando-se sobre as mesmas. O Islamismo pratica o sacrifício de cordeiros em uma época do ano e judeus ortodoxos ainda usam a morte de frangos como expiadores dos seus pecados, bem ao estilo grego. Felizmente, trata-se de uma minoria ortodoxa. Grupos defensores de animais descobriram que esta coisa horrorosa aconteceu no Clube israelita de Laranjeiras ainda este mês. PASMEM!
Há ainda os centros de candomblé que sacrificam os animais. Uns, para disfarçar, dizem que são de umbanda, mas quem já leu sobre a história da umbanda sabe que este tipo de coisa não entrou na sua formação. Recebi um dia destes a publicação de um protetor que dizia:
 “Quando estes centros ficarem vazios, eles vão se questionar o porquê . Muitos Umbandistas e Candomblecistas de nível espiritual elevado estão abolindo estas práticas medievais e passaram a usar apenas, flores, frutas, ervas e velas em rituais muito belos que se harmonizam com a Natureza e com o Criador. Que tipo de energia pode ter um local onde corre o sangue de criaturas inocentes? Quem frequenta estes locais vai ficar contaminado espiritualmente. As pessoas devem “abrir a cabeça”, deixar a “cegueira” e a ignorância de lado. As pessoas devem abrir os olhos e parar de dar dinheiro para os médiuns, Pai e Mãe de Santos fazerem macumbas com animais a fim de resolverem os seus problemas. O mesmo com relação aos “pastores” que extorquem dinheiro de pessoas ingênuas e desesperadas. Ao invés disso, o povo devia usar o seu dinheiro para ajudar moradores de rua, crianças de orfanatos, idosos esquecidos em asilos, abrigos de animais ou animais abandonados. Isto com certeza agrada Deus!
(“Amai ao próximo como a si mesmo”), onde não é exigido dinheiro nem material para fazer trabalhos com sacrifício de animais inocentes!”
Cabe a reflexão TODAS as religiões antigas passaram por esta etapa, mudaram seu direcionamento e transformaram-se em algo melhor. Sem a transformação, muitas não teriam sobrevivido de uma forma mais elevada. O mesmo acontece com as culturas. Em determinados momentos, adaptam-se ou morrem. Descobri em uma entrevista, uma mãe de santo que é um indicativo desta mudança. Respeita sua tradição, mas não aceita mais o sacrifício de animais.  Seu nome é YIA SENZARUBAM. Esteve na índia, estudou, pesquisou e deu a seguinte declaração: “Eu sou uma mãe- de- santo e não estou aqui para questionar a situação de ninguém. Nasci em uma situação tradicionalista e não posso negar de onde eu vim. Para algumas pessoas isso é o que serve. Para mim não serve mais. A minha função, assim como para quem se sente nesta situação, é encontrar uma nova forma de louvar os orixás sem ofender os outros seres vivos.”

Mãe Yia Senzarubam, você é porta-voz da mudança, aquela que aconteceu em todos os lugares, grupos e religiões , aquela que nasce DENTRO, não fora do grupo. São pessoas como você que fazem acontecer e mudam o mundo para melhor. E como uma filha de Oyá, tradicional orixá feminino da mudança e da transformação, está perfeita no seu papel de agente da mudança ... para melhor. E como mulher, está também no seu papel de MÃE, um dos mais importantes do feminino para com a natureza. Questione sim. Não desista, seja firme, ainda que dentro da opção tradicional que fez.


Como amiga e protetora dos animais, beijo a sua mão que levantou-se a favor dos inocentes. Que influencie a muitos da sua e de outras religiões!
 Regina Medina
“Matar animais por esporte, prazer, aventura e por suas peles, é um fenômeno que é ao mesmo tempo cruel e repugnante. Não há justificativa na satisfação de uma brutalidade dessas." 

E não vamos nos esquecer dos cientistas que ao invés de curar, compreender e ajudar partindo dos doentes, preferem sacrificar vidas em testes cruéis, absurdos e desnecessários.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

manifestação em defesa dos animais‏ - 18 de agosto de 2013

Dúvidas e informações: info@crueldadenuncamais.com.br

Assessoria de imprensa: imprensa@crueldadenuncamais.com.br

Cadastro para a manifestação: cadastro@crueldadenuncamais.com.br


Barra do Piraí
Praça Nilo Peçanha - 9h00

Conceição de Macabu
Em frente à estação - 10h00

Conservatória
Praça da Matriz - 10h00

Itaperuna
Em frente a Matriz São José
do Avaí - 10h00 

Miracema
Praça Dona Ermelinha - 9h00

Niterói
À definir

Nova Iguaçu
À definir

Petrópolis
Catedral - 10h00

Resende
Parque das Águas - 10h00

Rio de Janeiro
Copacabana Palace - 10h00

Três Rios
Beira Rio em frente à quadra de areia - 10h00

sábado, 22 de junho de 2013

Jornal Lótus - Ano 9 Nº 37 Inverno - 2013





AS ANDORINHAS DE ITACARÉ                           
Texto de Regina Medina.
É uma cidade pequena no litoral sul da Bahia. Possui praias lindas que encantam os turistas de todo o Brasil. Segundo as informações históricas, surgiu de uma aldeia habitada por índios Tupiniquins até a chegada dos europeus em 1.530. Cerca de 1718, um Jesuíta chamado Luis da Grã construiu a Igreja de São Miguel às margens do Rio de Contas, quando então, o povoado passou a se chamar São Miguel da Barra do Rio de Contas. Foi elevada à categoria de Município em 26 de janeiro de 1.732, por ordem da Condessa do Resende – Dona Maria Athaíde e Castro, donatária da capitania de Ilhéus, sendo nomeada Itacaré somente em 1.931. Fez parte do “ciclo do cacau”, enriquecendo os “coronéis” da época.
A igreja é simples, situada em uma praça onde está situada uma árvore enorme. Ao visitar este local, eu estava exatamente lá, observando o entardecer e a paisagem encantadora da cidade e do rio, quando notei a algazarra de milhares de pássaros que sobrevoavam a praça, cobrindo o céu. Impossível não perceber um evento tão incrível. Perguntei se era sempre assim e fui informada de que todos os dias, por volta do entardecer, aqueles animais se aninhavam naquela árvore em frente à Igreja. A primeira reflexão foi: Como caberão todos na árvore? E aí começou um espetáculo inesquecível. Enquanto muitas andorinhas voavam em círculos , um grupo organizadíssimo destacava-se em uma formação de fileira e ia alojando-se em um determinado canto na árvore. Acabada a operação, destacava-se outro grupo seguindo seu líder e buscava o seu canto. E a operação repetiu-se até o fim, com a grande árvore abrigando todos aqueles seres, emitindo os sons que os pássaros costumam apresentar nesta hora de recolher, tudo com muita animação, como se estivessem conversando e festejando o início da noite, em uma longa operação. Como em um edifício, cada grupo no seu andar e canto.
   Igreja de São Miguel – Itacaré 
Perguntei a um morador local  já acostumado com aquele espetáculo diário, se o fato era importante para ele. Disse-me que havia divergências de opinião devido à sujeira que os pássaros causavam na pracinha após cada noite. Havia até quem quisesse cortar a árvore para acabar com aquilo e que já teriam tentado (não sei como) fazer com que as andorinhas buscassem outra moradia, mas sem sucesso.
Não sei como estão hoje as andorinhas e se a árvore ainda existe. Só posso dizer que jamais esqueci ou esquecerei aquele momento mágico em que fiquei hipnotizada e emocionada com o que vi. Para mim e para outros turistas, foi um anoitecer inesquecível. A demonstração de inteligência, espírito de grupo e organização das andorinhas deveria ser um exemplo para os  seres humanos, que tanta dificuldade têm para compartilhar e acolher os seus irmãos. Partilharam aquele grande ninho sem egoísmo, sem lutas e com alegria. Não dava para acreditar que todos couberam naquela árvore. Pensei que tal acontecimento deveria ser valorizado pela Prefeitura, pela Igreja local e por todos os cidadãos de Itacaré. Seria mais fácil recolher as fezes dos bichinhos como estrume, em recipientes colocados no jardim para esta finalidade. Qualquer artista local (e são muitos) poderia criar uma solução, ou poderia ser feito um concurso para a melhor sugestão. Mas aquele espetáculo diário, o entardecer em frente à Igreja, recordando o sagrado que mora no coração da natureza e de  cada ser humano e refletindo a divina beleza e  inteligência refletida no todo, é algo poético, espantoso e inegociável. Espero que tenham preservado aquela árvore maravilhosa e enorme que foi escolhida como moradia pelas as andorinhas alegres e inesquecíveis de Itacaré. São patrimônio do meio ambiente local, de todos os naturais daquela terra e de todos os turistas com sensibilidade para com a beleza das praias, dos coqueiros e das andorinhas de Itacaré.

 
 
 Segundo informação no site sobre a história da cidade, o significado da palavra Itacaré ainda hoje gera muitas dúvidas, alguns dizem ser “Pedra Torta”, outros dizem ser “Pedra Bonita” mas, segundo uma pesquisa feita junto à Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia, a palavra Itacaré é formada por: “itacá” = rio ruidoso + “ré” =diferente. Desta forma, concluiu-se que o nome Itacaré significa “rio de ruído diferente”.




Sugestão de texto para o Informativo enviado por Hilda Espíndola Garcia, da Loja Jinarajadasa, RJ :




Felizmente, a cantiga ficou velha,  exprime a forma como os animais eram pouco respeitados já está superada. Hoje há duas versões: uma educativa, ensinando que devemos respeitar os animais; a outra vem sendo difundida através de vídeos infantis como os da série “Bebê Mais” e da “Galinha Pintadinha”. Todos lindos, atraentes até para bebês e que muito auxiliam as mães o estímulo e educação dos filhos. A letra tem algumas estrofes bem alegres e interessantes, mas a principal é:
“Fui morar numa casinha infestada de cupins,
Saiu de lá uma lagartixa que olhou para mim 
E fez assim... ( faz-se uma uma careta).
Eles amam. A Dona Chica é coisa do passado. Repassem  a nova cantiga.


VACAS ESTÃO SENDO MORTAS NA ÍNDIA -  Notícia enviada por Fernando Mansur, membro da Loja Augusto Bracet, RJ.
No jornal FOLHA DE SÃO PAULO do dia 30 de maio de 2013, saiu uma notícia estarrecedora. A mudança de mentalidade das classes mais abastadas da Índia vem provocando o roubo de gado , morte e venda ilícita de carne bovina. Chegou a tal ponto que A Índia superou o Brasil como o maior exportador de carne bovina, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Boa parte da carne exportada é de búfalo, mas os matadouros expandiram-se. Que tristeza! A Índia é um país com milhares de anos de experiência em vegetarianismo e agora faz esta vergonha. Lamentamos muito.


Paz a todos os seres !

quarta-feira, 6 de março de 2013

Jornal Lotus 36 Outono 2013



ENTREVISTA COM JEAN YVES LELOUP  PARA A REVISTA SOPHIA 


Foi uma experiência maravilhosa entrevistar Jean Yves Leloup para a revista Sophia. Jean Yves é uma pessoa aberta ao estudo de religiões comparadas, como nós teosofistas. É muito simples e simpático, colaborando em tudo para que fizéssemos um bom trabalho. Sua tradutora, a jovem  Karin Deguise, foi gentilíssima e ofereceu sua casa para o trabalho. Tive a ajuda do irmão Ricardo Lindermann na elaboração das perguntas e de Regina Lallemand, na revisão das perguntas em francês. Os irmãos Sérgio Augusto Fernandes ( acompanhado de um sobrinho) e José Valério Silva ajudaram-me com o transporte e o trabalho de gravação e filmagem. Todos gostamos muito  da oportunidade de entrar em contato com uma pessoa tão especial e nos empenhamos para fazer um trabalho à altura. Segundo as informações disponíveis no site de Jean Yves, é Doutor em filosofia, psicologia e teologia. Escritor, conferencista, dominicano e depois padre ortodoxo, oferece através de seus livros, conferências e seminários, um aprofundamento e  uma reflexão de grande riqueza sobre a espiritualidade no cotidiano, graças a uma  formação pluridisciplinar de rara complementaridade. Membro da Organização das Tradições Unidas, doutor honoris causa  em Ciências pela Universidade de Colombo (Sri Lanka), Jean Yves Leloup ensina  na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul em diferentes universidades e institutos de pesquisa em antropologia fundamental. Autor de cerca de cinquenta trabalhos  e de traduções e comentários dos Evangelhos de  Tomás, João, Felipe e Maria Madalena, ele participa de inúmeros encontros entre as tradições.
Regina Medina

Entrevista Jean Yves Leloup no Youtube : http://www.youtube.com/watch?v=zKKVs7g-_Mo


                          
 EM NOME DA CIÊNCIA

Ninguém sabia como. Mas o fato é que, quando o dia amanheceu, a gigantesca nave espacial estava pousada no meio da plantação de trigo, a menos de dez quilômetros  da capital do País. Houve pânico, é claro, mas as autoridades procuraram acalmar a população, informando que, apesar de alienígena, a nave não representava nenhum perigo. Vinha em missão de paz e já teria comunicado isso ao governo. Mas muitos ficaram desconfiados, ao saberem que dois cães haviam morrido carbonizados ao tentar se aproximar dela.
Uma semana depois os E.Ts. explicaram o motivo pelo qual vieram ao nosso planeta: Segundo eles, as doenças que acometiam os terráqueos, algumas delas consideradas incuráveis, poderiam perfeitamente ser tratadas, com a utilização da biotecnologia que eles possuíam, e que colocariam a nossa disposição. Em contrapartida, levariam para seu planeta alguns minérios e plantas de que necessitavam.
A esperança de que doenças terríveis como o câncer, aids, diabetes, e  muitas outras, pudessem estar próximas de uma cura, fizeram a população exultar e apoiar a permuta sugerida pelos alienígenas.
Os dias foram passando e uma coisa terrível deixou a todos alarmados: pessoas começaram a desaparecer. Homens, mulheres, idosos e crianças, de diferentes lugares, sumiam misteriosamente. O governo teve que admitir que os E.Ts. eram os responsáveis. Inquiridos pelas autoridades, eles explicaram que esses humanos estavam sendo usados como cobaias, procedimento fundamental e imprescindível para o desenvolvimento dos medicamentos tão ansiados pela população. Alegaram que muitos laboratórios daqui da Terra já fazem esses experimentos com terráqueos de menor importância, como cães, macacos, ratos e outros. Mas que no caso específico, era necessário o uso de humanos.
O País ficou em polvorosa, mas ninguém queria enfrentar os alienígenas. Alguma decisão precisava ser tomada.  O Congresso estava dividido:  O Partido Realista, com muitos representantes da indústria farmacêutica, concordava com as experiências em prol do progresso da ciência, e afirmava que os fins tão desejados por todos justificavam os meios não muito éticos.  O Partido Humanista, alegando motivos “morais e religiosos”, não admitia que pessoas fossem usadas como cobaias, somente animais. Já o minúsculo Partido Protetor da Vida, fez ver a todos que as atrocidades cometidas pelos humanos contra animais irracionais indefesos, feitas em nome da ciência, e aceitas pela maioria dos “racionais”, serviram de justificativa para que os E.Ts. usassem humanos em suas experiências. Propunham o banimento completo de toda e qualquer utilização de seres vivos como cobaias.
Após uma votação tensa e acirrada, o Congresso decidiu que somente animais poderiam ser usados em experiências científicas. Com esse argumento, o governo comunicou aos alienígenas sua decisão de anular os acordos anteriores.
Alguns dias depois, todas as rádios e emissoras de T.V. transmitiram ao vivo uma curta declaração vinda da nave espacial. Diziam os E.Ts.:  “ Estamos dando por encerrada nossa missão nesse estranho planeta. Não conseguimos entender porque alguns terráqueos, chamados animais, possam ser usados como cobaias; enquanto outros, que seriam os reais beneficiados, não possam.  Se for por compaixão, acreditamos que os seres mais indefesos também a merecem.  Baseados na lógica vigente neste planeta, de que os mais fortes podem impor sua vontade aos mais fracos, resolvemos nos apropriar de todos os minérios e plantas de que necessitamos, apesar de não termos produzido nenhum medicamento”.  Em seguida partiram, levando nossas riquezas e nos deixando com as doenças físicas e morais da espécie humana.
Texto de José Valério Silva, da Loja Conde de Saint Germain                          


CURIOSIDADES : NOMES DA MODA
Quem já reparou?
Nunca houve tantas meninas com o nome de Sophia . E agora, por causa  da novela da Globo, nasceram muitos   Théos. No início do ano,  o nome do  bravo militar da novela foi recorde na Perinatal de Laranjeiras.
Conclusão: O nome Theo Sophia nunca foi tão divulgado, apesar de fora de contexto.


 CAMPANHA DE NATAL DA OTS 2012 para a Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras

Doação  em espécie: R$720,00 + itens avulsos (fraldas, roupas etc.) .
Compras:
30 pacotes com 3 camisetas baby com aplicação
144,00
30 pacotes com 3 toalhinhas de boca com desenhos  -  126,00
126,00
30 pacotes com 1 fralda dupla ( tipo cueiro)
120,00
40 unidades  de sacos para embalar presentes
  27,20
10 pacotes de fraldas     (nota fiscal 1)
110,40
10 pacotes de fraldas     (nota fiscal 2)
  99,00
4  pacotes de fraldas     (nota fiscal 3) complemento
  39,60
Taxi
  15,00
Total
681,20


Foram organizados 30 pacotes iguais e mais 7 com outras doações  . Restaram: 720,00 - 681,20 = 38,80 (foram guardados na caixinha com Chirley)
Os presentes foram levados por Fernanda Carreira, Fernando Mansur e Regina Medina e entregues diretamente para as mães, graças à ajuda da enfermeira Verônica, conhecida de Fernanda.